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  • José Marques

Max Russi quer garantir cloroquina a pacientes com lúpus

Medicamento, que é utilizado no tratamento da doença, está em falta nas prateleiras. Promessa de que a medicação seria aliada no tratamento da coivd-19 elevou procura da droga.


Uma proposta do deputado Max Russi (PSB), apresentada na sessão plenária desta quarta-feira (10), quer garantir o fornecimento de cloroquina à portadores de lúpus em Mato Grosso. O medicamento estaria em falta nas prateleiras das farmácias, devido a promessa de ser um aliado no combate ao coronavírus.

O pedido foi encaminhando a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), que no mês passado havia anunciado a distribuição de 9 mil comprimidos da medicação para a rede pública.

Em maio deste ano a Agência Nacional de Vigilância Sanitária condicionou a venda da droga, assim como a de seu derivado, o hidroxocloroquina, à apresentação de receita médica.

No entanto, conforme informações repassadas ao deputado Max Rusi, mesmo com a declaração do secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, de que a cloroquina não é a solução imediata para o tratamento da covid-19, devido às diferenças de comorbidade e particularidade, muitas pessoas têm procurado o medicamento, sem a mínima necessidade.

“Os lúpicos dependentes não conseguem mais encontrar o remédio para comprar nas farmácias, o que está afetando muito o tratamento da doença. Segundo relatos, que tenho recebido, o medicamento demora dias para chegar às prateleiras. Algumas dessas pessoas chegam a apelar aos hospitais, na busca de uma solução”, alertou o deputado.

O lúpus não tem cura e, sem o devido tratamento, afeta diversos órgãos, como rins e cérebro, podendo levar à morte. Por isso mais de 70% dos afetados pela doença fazem uso da cloroquina, essencial para estabilizar a enfermidade, que ataca o sistema imunológico.

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